Brasília, 05 de fevereiro de 2026.

Em fevereiro tem carnaval, neste ano, entre 14 e 16 de fevereiro, e, enquanto o Brasil inteiro se entrega à festa, a engenharia segue trabalhando intensamente nos bastidores para que o "maior espetáculo da Terra" aconteça com segurança, técnica e precisão. Nada ali é improviso: do primeiro risco no barracão à construção das alegorias que cruzam a avenida, cada etapa depende do olhar criterioso de profissionais habilitados.

No Rio de Janeiro, onde a celebração atinge proporções monumentais, só no ano passado mais de oito milhões de pessoas participaram da festa que se espalha por toda a cidade, o trabalho técnico ganha ainda mais relevância. Na Sapucaí, cerca de 500 mil pessoas acompanham os desfiles da Série Ouro e do Grupo Especial, o que exige estruturas seguras, fluxos bem planejados e carros alegóricos construídos com rigor.

Segundo o engenheiro Edson Marcos Gaspar, responsável técnico da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), a presença de profissionais habilitados é indispensável em todas as etapas. “Definido o enredo, todo o planejamento, o cronograma e a execução passam por profissionais habilitados. Há, sim, uma engenharia por trás do carnaval”, afirma.
Avaliados no quesito “Alegorias e Adereços”, que considera concepção, beleza, acabamento e adequação ao enredo, os carros alegóricos são verdadeiras obras de engenharia que desfilam pela Sapucaí. Neste ano, mais de 150 alegorias entram na avenida, somando as escolas do Grupo Especial, da Série Ouro e as escolas mirins. “Esses veículos podem chegar a 25 toneladas. Por isso, são estruturas essencialmente multidisciplinares, que exigem a atuação integrada de profissionais das áreas mecânica, elétrica, civil e de segurança do trabalho para garantir funcionalidade, estabilidade e segurança durante o desfile”, explica Gaspar.
Em entrevista ao Crea-RJ, o diretor de carnaval da Liesa, Elmo José dos Santos, destacou a importância da parceria com o Conselho para a realização do carnaval em plenas condições de segurança. Presidente da Estação Primeira de Mangueira entre 1995 e 2001, Elmo reúne ampla experiência nos desfiles das escolas de samba e ressaltou a satisfação em atuar em conjunto com os engenheiros do Crea-RJ para contribuir com as ações de fiscalização.

O presidente do Crea-RJ, Miguel Fernández, por sua vez, reforçou que a fiscalização do Conselho tem como principal objetivo orientar os profissionais do Sistema Confea/Crea, assegurando que a sociedade seja beneficiada pela segurança dos serviços e das obras. Com esse propósito, foi criada a Equipe de Trabalho de Grandes Eventos, que, durante os preparativos do Sambódromo no ano passado, identificou a atuação de 95 profissionais da Engenharia, vinculados a 51 empresas registradas no Regional.
Por trás de cada carro alegórico que cruza a avenida, há cálculo, técnica e responsabilidade. A atuação integrada de profissionais habilitados e a fiscalização do Sistema Confea/Crea asseguram que a cidade, vitrine mundial durante o carnaval, seja também um exemplo de segurança e planejamento.
Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea com informações do Crea-RJ
Fotos: Jorge Antonio Barros (Crea-RJ), Alexandre Vidal (Mangueira) e Dhavid Normando (Salgueiro)
